Há alguns anos atrás, mulheres resolveram simbolizar um basta na cultura patriarcal, queimando sutiãs nos campus universitários, praças públicas, ou qualquer espaço em que tivessem visibilidade para sua panfletária atuação.
Hoje, quase meio século depois, as cinzas dessas simbólicas peças íntimas cremadas, fedem como cadáveres putrefatos nos seus armários.
O que deveria ser uma emancipação, tendo o homem como parceiro, virou uma guerra dos sexos, que nem Aristófanes em Lisistrata*, poderia supor.
Com isso, é comum ver uma horda de mulheres da geração subseqüente a essa ruptura, extremamente mal resolvidas.
São aquelas que projetaram, uma rivalidade desnecessária, aos homens que elas mesmas escolheram para seus parceiros momentâneos, ou às vezes, meros reprodutores de suas fantasias maternais.
Hoje, quase meio século depois, as cinzas dessas simbólicas peças íntimas cremadas, fedem como cadáveres putrefatos nos seus armários.
O que deveria ser uma emancipação, tendo o homem como parceiro, virou uma guerra dos sexos, que nem Aristófanes em Lisistrata*, poderia supor.
Com isso, é comum ver uma horda de mulheres da geração subseqüente a essa ruptura, extremamente mal resolvidas.
São aquelas que projetaram, uma rivalidade desnecessária, aos homens que elas mesmas escolheram para seus parceiros momentâneos, ou às vezes, meros reprodutores de suas fantasias maternais.
Nem tchutchucas-da-terceira-idade, nem tão pouco, Amélias de Atenas.
Os sites de relacionamentos, blogs e salas de bate-papo, estão repletos dessas espécies que hoje beiram a faixa etária dentre 35 a 45 anos, dispostas à uma exposição de alto risco, como bifes mal-passados servidos num prato, na Etiópia.
Migrando do gênero lolitas-em-fúria-de-ego-inflado para pollyanas-tarjas-preta-depressivas-e-deprimentes (ou uma combinação desses rótulos e estereótipos), se firmam como novos personagens dessa mitologia-mulata. Algumas chegam a perder a noção do ridículo e ainda se queixam de não conseguirem um parceiro que não pereça antes da manhã seguinte.
Parece até que, os homens de agora são produzidos em série, por alguma montadora vagabunda do leste europeu, em que seu prazo de validade não perdura ao acordar subseqüente. E sem direito a recall.
Eu seria muito hipócrita se negasse a praticidade, prazer e apelo do sexo casual mas, da maneira como essas dianas-tupiniquins abordam o fato, não se pode esperar algo tão diferente, senão, o homem pular fora da cama, antes mesmo que ela esquente, para não ter nem que perjurar um – depois te ligo.
... que obviamente, não ligará.
Apenas vai agregar ao seu cotidiano, "mais um abate".
Em tempo, uma vez, o premiado astro hollywoodiano Jack Nicholson declarou: "hoje, pago (leia-se $$$) pela satisfação de ver as mulheres indo embora."
Melhor Impossível!
Isso, apesar de freqüentemente - se ver as namoradas fazendo papel de puta na cama – o que é ótimo - e as putas, insistirem em tentar atuar no papelão de namoradinhas - configurando um brochante desperdício patronal.
Voltando ao texto, no perfil dessas mulheres afetadas, é freqüente perceber àquelas que priorizaram um sucesso profissional, com voracidade workaholic. Para elas, seria impossível supor, ter um parceiro ao lado, enquanto matava um leão (ou dois) por dia, no afã de encontrar seu sucesso profissional, ou apenas um lugar ao sol, no mercado de trabalho.
Agora, reconhecendo o hiato que deixou pra trás numa etapa importante de sua vida, tentam promover o resgate, querendo se igualar às frívolas pré-adolescentes contemporâneas. E aí, a exposição se potencializa, numa equação proporcional ao grau de desilusão que as acometem.
Sei que algumas descendentes de Beth Friedman deverão estar pensando que é algum recalque do autor mas, posso lhes garantir que sempre me preocupo com a escolha de ter a minha volta, Keylas, Mônicas, Marceles, ... ícones de mulheres aguerridas, sem perder a ternura e a feminilidade. MULHERES de verdade.
Hoje, raros homens, que ainda prezam a cumplicidade, parceria, amizade, romantismo, se escondem nas sombras, para escapar da extinção total, ou evitar passar recibo de Mané, já que para a combinação cromossômica XX, não há espaço para essa raça. Pelo menos, não em suas vidas, e sim, em suas queixas comuns ou fetiches mais ocultos.
Nessa inversão de valores, o mau caratismo é invocado por elas, como predicado Sine qua non na última esperança de acertar com alguém, por mais incoerente ou impossível que possa parecer.
E a energia que elas despendem para essas atitudes patéticas, as tornam cada vez mais reféns de sua auto-destruição e frustradas com suas vidas de conto de fadas às avessas, onde o lobo mau virou herói e o caçador um otário, digno de protagonizar as letras dos tangos de Gardel.
*Comediógrafo grego, nascido em Atenas, por volta de 445 antes de Cristo e morto em data incerta, provavelmente em 385 a.C..
Escreveu aproximadamente 44 peças, todas comédias, das quais destacam-se Lisístrata e Revolução das Mulheres em que relata a trajetória das damas helênicas que decidem alterar fundamentalmente os quadros constitucionais vigentes na Grécia antiga, dissuadindo os homens das práticas guerreiras, recusando-lhes o sexo.
E ainda, há quem atribua ao gênio John Lenon a frase – faça amor, não faça guerra.

Um comentário:
Gente, muito bom! E não é que vc está certo???
"Joga pedra na Geni...ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir..."
Beijos.
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