sábado, 19 de abril de 2008

Luísa - a musa que ainda não veio

Quando me surgiu a mera possibilidade de sua existência,
já bastou para saber que nossa história de amor seria para sempre.

Daquele momento em diante, meu coração bateu noutro ritmo.
Suave como a valsa lírica de um-tom-único.
Imagino como seriam nossas vidas, como se apenas uma fosse.

Paixão sem limites.
Gostar sem fronteiras.
Crises, brigas, também previ.
Mas tudo pautado num zelo sem dor.
Sem cobranças, nem troco.

Vem cá Luísa!
Minha musa para a simples arte de respirar.
Me dá tua mão, e o teu desejo será sempre o meu desejo.
Enquanto eu, na ridícula intenção de ser seu super-herói,
me aproximarei da pálida lembrança de um ridículo pateta.
Ainda assim, valerá, se premiado com sua risada gostosa e infantil.

Para embalar seus sonhos, serei seu trovador.
Eternizar sua felicidade ... pobre amador.
Para o ‘meu’ sempre: um aprendiz do teu amor.
... e assim, exorcizo tanta dor acumulada, em tantos anos de espera.

Mas você não veio.
... pelo menos, não por enquanto...

Por ora, o que eu faço com tanto amor?
Tanta saudade de quem ainda não se fez?
Esse banzo por me apaixonar por uma promessa?

Te aguardo.

Você ainda vai surgir na minha vida,
com “um raio de sol nos teus cabelos,
como um brilhante que,
partindo a luz, explode em sete cores,
revelando - então – os sete mil amores,
que eu guardei somente pra te dar”
Luísa.

2 comentários:

Ana malfacini disse...

Cara, que coisa mais linda isso que vc escreveu. De uma sensibilidade só dos melhores dias de um escorpião. Não sabia que vc tinha essa veia poética... desenvolva-a: além de cronista, vc é poeta. Que orgulho de vc!!!!(L)

Anônimo disse...

Lindo o texto!