
É notória e impressionante a maneira elegante com que Fernando Paulo Nagle Gabeira vem conduzindo sua campanha para prefeito do Rio de Janeiro.
Provavelmente, em eleições futuras, outros candidatos irão se aventurar a imitar sua postura, de propor um pleito limpo, sem poluir a cidade, nem aos nossos ouvidos, quando se exime de desferir agressões vazias contra seu oponente.
Fiquem avisados: serão torpes caricaturas daquele a quem não conseguirão se igualar.
Afirmo com total lucidez, pois credito tanto ao Gabeira, quanto ao Senador Eduardo Suplicy os dois únicos (e espero que não se extingam) políticos que são fiéis às suas crenças, seus ideais.
Nos turvos anos de chumbo, participou ativamente no episódio do seqüestro do embaixador norte americano Charles Elbrick. Nessa ação, que lhe valeu a prisão, tortura e exílio, incluiu na lista dos presos políticos que deveriam ser cambiados pela libertação do embaixador, dentre outros, os "revolucionários": Vladimir Palmeira e José Dirceu, tendo seus destinos afortunadamente alterados.
Hoje, se vê traído por esses "pseudo-camaradas", ao passo em que Vladimir apóia a candidatura de seu adversário e José Dirceu, quando em sua função de um primeiro-ministro-pardo do governo Lula, lhe fez esperar por horas para ser atendê-lo em seu gabinete, o que gerou descontentamento e seu desligamento do partido, migrando para o PV. Em ambos os fatos, retratam a ótica ordinária, comum à facção a qual pertencem.
Talvez você até estranhe Eduardo Suplicy cantando Blowin’ in the wind ou quando sobe ao púlpito do senado para ler uma carta apaixonada, dedicada à esposa que acabou de abandonar anos de casamento. Talvez você discorde das propostas militadas por Gabeira.
Eu não.
São sinceros.
Há que se reconhecer que são verdadeiros.
Ternos quando necessário e aguerridos quando provocados.
... características simples, porém, inéditas entre os políticos contemporâneos.
Infelizmente, como meu título de eleitor é de Niterói – patético curral eleitoral de Jorge Roberto Silveira – tenho de me contentar como espectador dessa disputa pela cidade vizinha.
Mas é romântico assistir a mobilização por essa congruência, presente na campanha de Gabeira, remetendo à esperança de – finalmente – conhecer um Rio que dará certo. Limpo, pacífico, alegre, fervilhando cultura por cada esquina.
Tal e qual, sempre foi a vocação dessa cidade.
Provavelmente, em eleições futuras, outros candidatos irão se aventurar a imitar sua postura, de propor um pleito limpo, sem poluir a cidade, nem aos nossos ouvidos, quando se exime de desferir agressões vazias contra seu oponente.
Fiquem avisados: serão torpes caricaturas daquele a quem não conseguirão se igualar.
Afirmo com total lucidez, pois credito tanto ao Gabeira, quanto ao Senador Eduardo Suplicy os dois únicos (e espero que não se extingam) políticos que são fiéis às suas crenças, seus ideais.
Nos turvos anos de chumbo, participou ativamente no episódio do seqüestro do embaixador norte americano Charles Elbrick. Nessa ação, que lhe valeu a prisão, tortura e exílio, incluiu na lista dos presos políticos que deveriam ser cambiados pela libertação do embaixador, dentre outros, os "revolucionários": Vladimir Palmeira e José Dirceu, tendo seus destinos afortunadamente alterados.
Hoje, se vê traído por esses "pseudo-camaradas", ao passo em que Vladimir apóia a candidatura de seu adversário e José Dirceu, quando em sua função de um primeiro-ministro-pardo do governo Lula, lhe fez esperar por horas para ser atendê-lo em seu gabinete, o que gerou descontentamento e seu desligamento do partido, migrando para o PV. Em ambos os fatos, retratam a ótica ordinária, comum à facção a qual pertencem.
Talvez você até estranhe Eduardo Suplicy cantando Blowin’ in the wind ou quando sobe ao púlpito do senado para ler uma carta apaixonada, dedicada à esposa que acabou de abandonar anos de casamento. Talvez você discorde das propostas militadas por Gabeira.
Eu não.
São sinceros.
Há que se reconhecer que são verdadeiros.
Ternos quando necessário e aguerridos quando provocados.
... características simples, porém, inéditas entre os políticos contemporâneos.
Infelizmente, como meu título de eleitor é de Niterói – patético curral eleitoral de Jorge Roberto Silveira – tenho de me contentar como espectador dessa disputa pela cidade vizinha.
Mas é romântico assistir a mobilização por essa congruência, presente na campanha de Gabeira, remetendo à esperança de – finalmente – conhecer um Rio que dará certo. Limpo, pacífico, alegre, fervilhando cultura por cada esquina.
Tal e qual, sempre foi a vocação dessa cidade.

Um comentário:
Tive a oportunidade de assistir alguns vídeos da campanha pelo YOUTUBE e fiquei impressionada pois sao de uma qualidade ímpar!
Adorei seu texto!
Beijao!
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